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O custo invisível de ignorar direitos autorais nas redes sociais

Nos últimos anos, a criação de conteúdo deixou de ser apenas uma atividade recreativa para se tornar uma verdadeira profissão. Influenciadores, streamers, donos de canais no YouTube e perfis no Instagram e TikTok movimentam audiências milionárias – e, com elas, receitas relevantes.

 

Mas há um ponto que ainda é negligenciado por grande parte desses criadores: a segurança jurídica do conteúdo que produzem.

 

Em decisão recente, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) validou a exclusão de canais do YouTube por violação de direitos autorais. A mensagem é clara: não basta crescer – é preciso estar juridicamente protegido.

 

A exclusão de um canal ou perfil não é um evento raro. Plataformas digitais operam com base em regras próprias – os chamados termos de uso – e aplicam políticas rigorosas para lidar com denúncias de violação.

 

Direitos autorais: o erro mais comum (e mais perigoso)

 

Muitos criadores ignoram as normas de direitos autorais ou acreditam estar protegidos por ideias equivocadas, como:

 

– “Estou apenas comentando, então posso usar”

– “Se eu der crédito, não tem problema”

– “É só um trecho pequeno”

– “Ninguém vai vir atrás de mim”

 

A recente decisão do STJ reforça exatamente o contrário: o uso de trechos de conteúdos protegidos, ainda que para fins de comentários, pode justificar a remoção de conteúdo ou a exclusão do próprio canal ou perfil

 

O uso de obras de terceiros – vídeos, músicas, transmissões esportivas, imagens – exige atenção técnica.

 

No Brasil, a Lei de Direitos Autorais estabelece que o autor tem o direito exclusivo de utilizar, fruir e dispor de sua obra. Isso significa que, em regra, qualquer reprodução depende de autorização.

 

Mesmo conteúdos aparentemente “inofensivos”, como reacts ou comentários, podem configurar violação a direitos autorais ou direitos de imagem, dependendo da forma como são utilizados. 

 

Além da legislação, existe um segundo nível de risco: os termos de uso das plataformas. Ao criar um canal ou perfil, o usuário aceita regras que permitem, por exemplo, remoção de conteúdos, aplicação de strikes, suspensão ou exclusão da conta em caso de descumprimento dos termos. E, na maioria dos casos, essas medidas podem ser tomadas sem necessidade de ordem judicial prévia. Na prática, isso significa que o criador pode perder seu canal antes mesmo de conseguir se defender.

 

 

Os riscos jurídicos e financeiros

 

A remoção de um canal é apenas a ponta do iceberg. Dependendo do caso, o criador pode enfrentar:

 

– notificações extrajudiciais
– processos judiciais
– pedidos de indenização por danos materiais e morais
– obrigação de cessar o uso de determinados conteúdos

 

Em outras palavras: o prejuízo pode ir muito além da perda do canal – pode atingir diretamente o bolso. o prejuízo pode ir muito além da perda do canal – pode atingir diretamente o bolso.

 

Consultoria jurídica: prevenção é estratégia, não custo

 

A economia da atenção recompensa quem cria – mas também pune,  muitas vezes de forma silenciosa, quem ignora as regras do jogo.

 

Criadores que tratam sua atividade como negócio precisam adotar uma postura igualmente profissional em relação aos aspectos jurídicos.

 

Diante desse cenário, a consultoria jurídica deixa de ser um luxo e passa a ser uma ferramenta estratégica.

 

Um acompanhamento adequado permite:

 

– identificar riscos antes da publicação

– estruturar conteúdos de forma mais segura

– orientar sobre uso de obras de terceiros

– revisar contratos com marcas e parceiros

– atuar rapidamente em casos de notificações ou strikes

 

Mais do que evitar problemas, trata-se de garantir continuidade, estabilidade e crescimento sustentável.

 

Criar conteúdo sem segurança jurídica é como construir um negócio sobre terreno instável.

 

Se você cria conteúdo e quer proteger seu canal, evitar riscos e estruturar sua atuação com mais segurança, buscar orientação jurídica antes do problema surgir pode ser o que separa crescimento de prejuízo.

 

 

Advogado(a) autor(a) do comentário: Hiago Andrioti Cordioli e Cesar Peduti Filho, Peduti Advogados

Fonte: STJ valida remoção de canais do Youtube por violarem direitos autorais (https://www.migalhas.com.br/quentes/452080/stj-valida-remocao-de-canais-do-youtube-por-violarem-direitos-autorais)

 

 

Se quiser saber mais sobre este tema, contate o autor ou o Dr. Cesar Peduti Filho.

If you want to learn more about this topic, contact the author or the managing partner, Dr. Cesar Peduti Filho.

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